Foi no meu aniversário de 25 anos. Estava a uma semana da grande comemoração de ¼ de século. Acho que, com essa, inteirava minha 4º crise existencial vivida ao longo desses anos. Sentia-me frágil, insegura. A sensação era a de que não havia feito nada de interessante. Ao contrário de grandes amigas, não havia me casado, não tinha filhos, namorado e tampouco um carro. No grande leque de realizações de minha vida havia conquistado algumas, mas estava longe dos padrões sociais.
Havia me tornado independente, terminado a faculdade e tinha um emprego capaz de pagar minhas contas. E isso me fez entender que não ter cumprido obrigações sociais não fazia de mim uma pessoa sem grandes realizações, mas alguém que tivesse propósitos diferentes. De fato, a parte de casar-se e ter filhos, em minha lista de prioridades, estariam, digamos, lá no finalzinho.
Por sempre fazer festinhas de aniversário, decidi que dessa vez não seria diferente. Acontece que, normalmente, essas não começam e, tampouco, terminam muito bem. Mas nunca me importei com isso. Achava que festa com cerveja era o suficiente. De tanto ouvir reclamações com a falta de organização em meus eventos, resolvi que faria de forma díspar.
Queria surpreender. Aos 25, muita coisa havia mudado e não poderia fazer uma festinha regada a álcool e ponto. Pensei nos comes e bebes. Na decoração. Nas músicas. Na festa. Nos convidados. Com certeza não fiz tudo isso só. A equipe de assessoria e relações públicas que tenho é muito eficiente. Digo-lhes de passagem que o nome dessa agência chama-se Toledo! Sim! Titias, mamãe e irmã são capazes de transformar qualquer festinha em um grande evento.
Antes de chegar o esperado momento mamãe disse-me: “-Você não tem medo que chova?” Prontamente respondi: “- Eu não!”. Mas olha só… parece mesmo um desafio divino. Num é que choveu? Vendo todos os planos escorrerem por água abaixo e meu evento se transformar num catastrófico episódio animado, me pus a ‘dar piti’. Mas olha, não era eu que achava que havia crescido? Tornado-me mulher?
Que nada. Perto de minha mãe sou sempre uma grande menina mimada. Rodeada por pessoas queridas, família e tudo que pedi a Deus só tive uma alternativa: relaxar! Fiquei chateada, mas logo passou. Ao som de boas músicas dançamos por muito tempo. Embriagamo-nos até passar das 6 horas e só nos recolhemos porque o frio nos cortava a pele.
Muitos acreditavam que aquilo (a chuva) era um presente divino. Oras, estávamos a 140 dias sem chuva. Me responda se puder: era mesmo preciso chover no dia do meu aniversário? Quem ficou 140, ficava 141. Ao final percebi que tive uma noite mais que especial. E dar escândalo por conta de alguns pingos incolores era apenas uma crise de quem teimava em não abandonar a adolescência.
Senti-me ridícula segundos depois. Mas o que posso fazer? Só resta-me a agradecer a todos que fizeram de mim uma pessoa mais feliz, mais experiente e, com certeza, a mulher mais honrada do planeta. Ver todos se divertindo fez-me bem e estou lisonjeada por tê-los tido perto de mim!!!
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Gataaaaa… Apesar de tudo isso ter acontecido no tão esperado dia da sua Big festa super organizada com direito até mesmo assesoria… o que importa é que assim como eu muitos se divertiram.. afinal… não era um baile de 15 anos onde tudo tem que estar nos minimos detalhes e nos conformes.. e sim uma festa regada com vaaarrriiioosss pingos dourados ou amarelos… como preferir… o que hj chamamos de CERVA… com convidados curtindo de uma forma completamente diferente do normal… salto alto? escova nos cabelos? unha feita?? rimel?
O proposito não era este imagino eu…. experiência muito boa que tive na primeira festa em que fui de HAVAIANAS…. as legítimas…. e garanto… o modo como sai da festa… carregada… as quedas… nada melhor que esta calçada de havaianas… roupa leve… e voltando ao inicio do meu comentário…. gotas douradas (cerva) espalhadas sobre o meu corpo…. mais não por fora como a chuva…. (os pingos transparentes o qual você citou) mais com vaaarrias gotas douradas sobre o meu intestino me dando no dia seguinte… uma RESSACA inesquecível…..
enfim….. .A D O R E I a festa…
Parabéns
JouJou!!
Essa chuva só fez esquentar o tempo… antes não tivesse chovido, viu…
Bom, se servir de consolo, já passei um aniversário inteiro sem luz em casa. Ninguém me ligou e quem veio me ver teve que ficar no escuro. o_o
Beijão pra vc!!
Oi Juliana,
A sua festa foi ótima, decoração perfeita, comida boa, bebida então nem se fala. pena que eu estava doente e não deu pra aproveitar mais da festa, como aproveitei a 10 anos atrás, isso mesmo, na sua festa de 15 anos, nossa estamos ficando velhos mesmo.
A pouco tempo uma integrante do “Grupo” se casou, naquele momento pensei, “será que que nosso grupo está se desfazendo ?”. Tempos bons aquele que só ficávamos embaixo do prédio conversando até altas horas, alguns diziam “Impossível ter amiga mulher”, acho que provamos ao contrário né ?!!! hoje posso falar que minha melhor amiga é sim uma “mulher”, quer dizer mulheres.
Mas falando de você, hoje mais madura, independente, pra mim ainda é aquela minha amiga de 11 anos atrás, pequena travessa, vivia passeando com seu cachorro, cabelos com trança, calça de capoeira, top e boné, suas músicas preferidas não eram eletrônicas e sim Claudinho e Buchecha, Lembra disso ? Tempos bons aqueles que não tinhamos nada pra fazer além de estudar, era nossa única obrigação e ainda achávamos ruim.
Você como a Gabi e a Ana Paula, são pessoas importantes na minha vida, quantos conselhos nos deram, quantas conversas até a madrugada, se hoje sou essa pessoa, não perfeita, mas melhor que ontem e pior que amanhã, graças a vocês, e quando um ia viajar ??!! logo desciam as lágrimas, com o tempo acabamos nos distanciando um pouco, mas logo que nos reencontramos foi como se nunca tivesse distanciado, isso é a amizade, então só quero dizer uma coisa minha amiga, vc é e espero que continue sendo uma peça fundamental em minha vida, amigos são aqueles irmãos que podemos escolher.
Grande Beijo
Flávio