Não passa das três. O frio me corta o corpo como uma navalha afiada. Embaixo do cobertor tento aquecer o corpo gélido. A noite se transforma em uma angústia. E eu não sei o que é. O relógio marca, descompassado, os minutos que insistem em perdurar. A mente vazia vaga nos devaneios da insanidade. Pergunto-me o que tenho feito da vida, mas as respostas parecem não surgir.
É o desmantelo do corpo, as contas para pagar, a insegurança de viver em um mundo cão. O coração parece aflito, mas não por ter alguém para amar. De longe observo o desenrolar dos dias. Tudo parece distante. A busca incessante pelo amanhã, que, quando chega, não traz novidades. A rotina monótona instiga meus instintos, que não passam de repetições contínuas.
Ando cansada. Meu corpo insistentemente pede para eu parar. Mas não consigo. Quero recolher-me, mas também não consigo. Até as palavras tornaram-se repetitivas. Não há criatividade. Nem para narrar uma desgraça, e, tampouco, uma alegria. Acho que devo parar. Se souberes o remédio para o tédio, ensina-me!
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…Boa prova do MJ! heheheheheh
Sinto o mesmo, de forma bastante recorrente até… E, aí, tento apurar o olhar, para conseguir me surpreender e fugir do óbvio (sem enlouquecer).
Gostei do blog!
Abraços,
Vanessa.