Sinto-me melancólica. Um tanto quanto nostálgica, ou saudosista, se preferir. Por vezes não consigo entender o que procede, ou o que está por vir. A vida é mesmo instigante. Parece que quanto mais descobrimos, mais nos surpreendemos e menos sabemos. Os dias são tranqüilos, talvez mais do que deveria. Estou enfadada. Com os dias, com a tal vida.
Em Brasília, a inconstância do clima converge com a minha realidade. É como se o dia amanhecesse chuvoso, o sol explodisse queimando a pele no decorrer das tarde, mas, à noite, uma leve brisa tocasse o rosto. É a sensação do conforto, do consolo. É como se o próprio dia nos dissesse que mesmo depois da turbulência, a paz é capaz de nos invadir o coração.
E assim me sinto a cada aurora. Esta semana, estava exausta. Nem sei ao certo o ensejo, mas de fato estava. O corpo, não diferente de dias passados, se arrastava pelos corredores. Ora de minha casa, ora de meu trabalho. A lentidão de meus movimentos me afligia e um esgotamento mental me revelava indisposição.
Decidi vencer a preguiça, o esgotamento, o calor. Sai a caminhar. Por um parque. Desses típicos da terra candanga. O arvoredo me resgatava sensações. Lá (no Parque), as coisas pareciam leves. As crianças andavam de patins, as famílias conversavam, e a vida parecia fluir. Ao contrário de mim, estavam cheios de esperança, de vitalidade. O sorriso estampado na cara de criaturas tão jovens, ou de jovens criaturas, me batia recordações. O que faço da minha vida? O que ela tem feito de mim?
Um dia os dias já foram melhores, mais vivos. Acho que não é a vida que anda morta, mas, sim, as horas. Por vezes me considero homicida de minha própria existência. Mato meus dias com desperdiçados momentos de sono. De forma exaustiva espalho-me sobre a cama. E por ali fico. Até que chegue a noite. O crepúsculo me convida a sair e, no dia seguinte, quem me convida é a cama.
3 Comentários
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Você está morcegando muito, Ju!
Andar no parque é revigorante. O Chi das árvores renova nossas energias. Mas isso não sou eu quem diz; são os monges lá do Japão… Para um dia desses, acho que seria necessário o Chi de toda uma floresta amazônica. =P
Bjs!
“Olhar a vida com os olhos de criança…” Tomara que este seja mesmo o segredo! rs
Bjo
Amigas
Pode ser que seja necessário uma cerveja…..
beijos