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	<title>Salto Fino</title>
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	<description>Um blog sobre sexo, amor e relacionamentos. Navegue nas editorias e descubra histórias fascinantes.</description>
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		<title>Salto Fino</title>
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		<title>Recomeços</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 18:42:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como choveu naquela noite. Posso lembrar-me perfeitamente. O dia tivera sido quente. O calor insuportável e um clima abafado fazia dos pobres brasilienses pessoas desidratadas. Sem exageros. Mas bastou chegar a noite e um temporal invadiu a cidade. Mesmo com o mundo se acabando em água, me pus a sair. Estava animada e queria conversar.
Parti [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=99&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como choveu naquela noite. Posso lembrar-me perfeitamente. O dia tivera sido quente. O calor insuportável e um clima abafado fazia dos pobres brasilienses pessoas desidratadas. Sem exageros. Mas bastou chegar a noite e um temporal invadiu a cidade. Mesmo com o mundo se acabando em água, me pus a sair. Estava animada e queria conversar.</p>
<p>Parti rumo à Asa Norte para encontrar-me com um amigo. Há tempo não trocávamos palavras reais. Nos últimos dias, ou meses, o messenger estava sendo uma válvula de escape para nossas insanidades. Somos assim, um mix de normalidade e alienação. Procuramos por um lugar tranqüilo, onde pudéssemos fumar nosso cigarro e falar besteira. Bem ali, próximo de sua casa, uma ou duas quadras depois, achamos um lugar aconchegante. Lá servia petisco e cerveja gelada e, o melhor, se podia fumar.</p>
<p>Acomodamos-nos em uma mesa próxima a alguns casais e começamos a conversar. Regada a muita insanidade e risos descontrolados, compartilhamos histórias parecidas, vivências engraçadas e incômodos. Entre um recitar e outro me lembrei de meus recomeços. Impressionante: nos últimos anos de minha vida só tenho recomeçado. Como é ruim esta sensação. Com vinte seis anos completos sinto-me incompleta. Para ser mais precisa, nos últimos dois anos recomecei pelo menos seis vezes. Isso no quesito físico. A deixar de lado a matemática amorosa. É melhor não contar&#8230;</p>
<p>Diante daquela prosa boa, companhia agradável e um clima bastante nostálgico, cheguei a conclusão que agora quero seguir. E só. Não quero mais recomeçar nada. Por mais que muitos argumentem que o recomeço faz bem, digo-lhes de antemão: é bom, mas quando é apenas uma vez. Recomeçar sempre é como não começar nunca. E é justamente assim que me sinto. Ainda é cedo para iniciar as promessas de final de ano, mas, desde já, acredito não querer mais começar. Tenho meus planos e, para 2010, espero conseguir dar procedência a eles.</p>
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		<title>Inquietante!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 19:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tarde estava fresca e não passava das 18 horas. As folhas das árvores dançavam com o vento num balançar quase perfeito. O céu estava parcialmente nublado, como gostam de afirmar os meteorologistas. E eu estava ali. Sentada em uma barraca de cocos. O movimento era pouco e as raras pessoas que se atreviam a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=98&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A tarde estava fresca e não passava das 18 horas. As folhas das árvores dançavam com o vento num balançar quase perfeito. O céu estava parcialmente nublado, como gostam de afirmar os meteorologistas. E eu estava ali. Sentada em uma barraca de cocos. O movimento era pouco e as raras pessoas que se atreviam a caminhar mantinham um andar compassado. Não demorou muito até que ela chegasse.</p>
<p>Bem ali, ao lado da barraca, ela estacionou o seu carro e desceu. Com uma voz trêmula pediu uma cerveja e saiu. De volta ao carro, acendeu um cigarro, ligou o som e se pôs a pensar. Sua cara inquieta me gerou constrangimento. Ela era jovem, aliás, bastante jovem. O que poderia afligir alguém em um dia tão agradável?</p>
<p>A pergunta não queria calar em minha cabeça. A feição daquela garota me gerava angústia. Queria poder ler seus pensamentos. De fato algo bastante desconfortável a incomodava. Isso era claro pela quantidade de cigarros que consumia. </p>
<p>O seu ritual de descer e comprar uma cerveja se repetiu por, pelo menos, seis vezes. A noite caia levemente, e sua postura não mudava. Ora ou outra olhava acabrunhada para o seu aparelho celular. Acho que ela aguardava uma ligação. Sabe-se lá de quem. Após uns sessenta minutos ali parada, o tal celular tocou, mas não era quem ela esperava. Posso afirmar isso pela cara que fez.</p>
<p>Não demorou muito até que veio a segunda ligação que, pelo visto, também não era a aguardada. E pronto. Depois disso nenhum som de ligação ou mensagem. Quanto mais demorava a tocar o telefone, mais instigada ela ficava. Infelizmente não sei descrever o final dessa história, pois a noite se encerrou. O céu escureceu e era preciso fechar a banca. Antes de sair, educadamente perguntei se ela desejaria outra cerveja e, com um sorriso plácido no rosto, ela disse que não. Já estava satisfeita. Aos poucos fui encerrando as atividades daquele dia e me despedi. Quando já estava com tudo pronto para ir-me, olhei para ela. Avisei-a de que estava tarde e que logo mais não haveria ninguém. Ela abriu os lábios e disse-me: &#8211; “Obrigada! Não se preocupe. Logo mais irei também”.</p>
<p>Com passos lentos fui distanciando-me dela e daquela situação. Minha cabeça curiosa tentava encontrar alguma pista que justificasse a solidão daquela menina, mas nada, nem eu mesma, conseguia desvendá-la. De longe gritei: &#8211; “Fique com Deus” e ela rematou dizendo: &#8211; “Amém!”</p>
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		<title>Sobre um &#8216;menino&#8217;</title>
		<link>http://saltofino.wordpress.com/2009/09/30/sobre-um-menino/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há dias tento me concentrar, mas não consigo. Acho que é ele. A culpa é toda dele. Em dias quentes sinto falta do seu corpo sobre o meu a transpirar de desejo. Nas noites frias, sinto falta de seus braços a me acolher. Em suma é isso: sinto falta dele, o tempo todo. Talvez seja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=96&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Há dias tento me concentrar, mas não consigo. Acho que é ele. A culpa é toda dele. Em dias quentes sinto falta do seu corpo sobre o meu a transpirar de desejo. Nas noites frias, sinto falta de seus braços a me acolher. Em suma é isso: sinto falta dele, o tempo todo. Talvez seja seu olhar sedutor que me invade a alma. É meio invasivo mesmo. Ele chega, se concentra em meu olhar e em poucos segundos sinto ele dentro de mim. No fundo de minha pupila o desejo se põe a entregar, e eu sou dele, só dele.</p>
<p>Os seus lábios cálidos e macios me consomem. Assim como nós, mulheres, ao comer o fruto proibido. A tal maçã que fez de nós reféns do pecado. Ele me devora com seus beijos calientes e quando vejo, por mais uma vez, sou dele. De fato é estranho dizer como um menino me envolve assim. Ele é dono dos meus pensamentos, do meu corpo, dos meus instintos.</p>
<p>Juntos, somos animais que se dilaceram. Nossos corpos transformam-se em um nó humano amarrado pela excitação. É fato: ele me envolve. Seja com o olhar, com um beijo, um sussurro, ou, simplesmente, com o fato de saber que ele existe. Os dias tornaram-se mais longos do que antes, e as noites ainda mais curtas. Passo os dias a esperar pela hora em que o verei, mas, quando me dou conta, já é hora de nos despedirmos.</p>
<p>Gosto quando o sinto em mim. Gosto de tê-lo ainda que indefinidamente. Gosto da ideia de ser dele, e dele ser meu, mesmo que vagamente. Não gosto de pensar no que me entristece e, tampouco, no que faz sentir-me longe, ora dele, ora de sua história. Ver a vida de forma fantasiosa me atrai. É melhor que seja assim, sempre. Um mar de desejo que, mesmo quando tem hora para acabar, não se acaba nunca. Nos devaneios de minha insanidade, deliro com seu toque e seu cheiro doce que me envolve a nuca, e o corpo inteiro.</p>
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		<title>Da aurora ao crepúsculo</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 18:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sinto-me melancólica. Um tanto quanto nostálgica, ou saudosista, se preferir. Por vezes não consigo entender o que procede, ou o que está por vir. A vida é mesmo instigante. Parece que quanto mais descobrimos, mais nos surpreendemos e menos sabemos. Os dias são tranqüilos, talvez mais do que deveria. Estou enfadada. Com os dias, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=94&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sinto-me melancólica. Um tanto quanto nostálgica, ou saudosista, se preferir. Por vezes não consigo entender o que procede, ou o que está por vir. A vida é mesmo instigante. Parece que quanto mais descobrimos, mais nos surpreendemos e menos sabemos. Os dias são tranqüilos, talvez mais do que deveria. Estou enfadada. Com os dias, com a tal vida.</p>
<p>Em Brasília, a inconstância do clima converge com a minha realidade. É como se o dia amanhecesse chuvoso, o sol explodisse queimando a pele no decorrer das tarde, mas, à noite, uma leve brisa tocasse o rosto. É a sensação do conforto, do consolo. É como se o próprio dia nos dissesse que mesmo depois da turbulência, a paz é capaz de nos invadir o coração.</p>
<p>E assim me sinto a cada aurora. Esta semana, estava exausta. Nem sei ao certo o ensejo, mas de fato estava. O corpo, não diferente de dias passados, se arrastava pelos corredores. Ora de minha casa, ora de meu trabalho. A lentidão de meus movimentos me afligia e um esgotamento mental me revelava indisposição.</p>
<p>Decidi vencer a preguiça, o esgotamento, o calor. Sai a caminhar. Por um parque. Desses típicos da terra candanga. O arvoredo me resgatava sensações. Lá (no Parque), as coisas pareciam leves. As crianças andavam de patins, as famílias conversavam, e a vida parecia fluir. Ao contrário de mim, estavam cheios de esperança, de vitalidade. O sorriso estampado na cara de criaturas tão jovens, ou de jovens criaturas, me batia recordações. O que faço da minha vida? O que ela tem feito de mim?</p>
<p>Um dia os dias já foram melhores, mais vivos. Acho que não é a vida que anda morta, mas, sim, as horas. Por vezes me considero homicida de minha própria existência. Mato meus dias com desperdiçados momentos de sono. De forma exaustiva espalho-me sobre a cama. E por ali fico. Até que chegue a noite. O crepúsculo me convida a sair e, no dia seguinte, quem me convida é a cama.</p>
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		<title>De caso com o tédio</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 04:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não passa das três. O frio me corta o corpo como uma navalha afiada. Embaixo do cobertor tento aquecer o corpo gélido. A noite se transforma em uma angústia. E eu não sei o que é. O relógio marca, descompassado, os minutos que insistem em perdurar. A mente vazia vaga nos devaneios da insanidade. Pergunto-me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=90&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Não passa das três. O frio me corta o corpo como uma navalha afiada. Embaixo do cobertor tento aquecer o corpo gélido. A noite se transforma em uma angústia. E eu não sei o que é. O relógio marca, descompassado, os minutos que insistem em perdurar. A mente vazia vaga nos devaneios da insanidade. Pergunto-me o que tenho feito da vida, mas as respostas parecem não surgir.</p>
<p> É o desmantelo do corpo, as contas para pagar, a insegurança de viver em um mundo cão. O coração parece aflito, mas não por ter alguém para amar. De longe observo o desenrolar dos dias. Tudo parece distante. A busca incessante pelo amanhã, que, quando chega, não traz novidades. A rotina monótona instiga meus instintos, que não passam de repetições contínuas.</p>
<p>Ando cansada. Meu corpo insistentemente pede para eu parar. Mas não consigo. Quero recolher-me, mas também não consigo. Até as palavras tornaram-se repetitivas. Não há criatividade. Nem para narrar uma desgraça, e, tampouco, uma alegria. Acho que devo parar. Se souberes o remédio para o tédio, ensina-me!</p>
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		<item>
		<title>O reencontro</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 01:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana começara fria. Por mais que ainda fosse segunda, já estava perto do fim. Os trabalhadores seriam beneficiados com uma maravilhosa folga na sexta, e isso encurtou a tediosa semana. Estava em casa, assim, sem muito que fazer. A brisa fria soprava a janela e o uivar do vento me gelava a alma.
Estava cabisbaixa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=87&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A semana começara fria. Por mais que ainda fosse segunda, já estava perto do fim. Os trabalhadores seriam beneficiados com uma maravilhosa folga na sexta, e isso encurtou a tediosa semana. Estava em casa, assim, sem muito que fazer. A brisa fria soprava a janela e o uivar do vento me gelava a alma.</p>
<p>Estava cabisbaixa e meu coração parecia apertar. Era uma semana estranha e muito pouco animadora. Mesmo sendo segunda, o final de semana já se aproximava e eu me punha a pensar o que fazer com dias tão monótonos. Escrever, há tempo, já não era uma boa saída. Minha mente estava travada, e eu já disse isso há alguns dias. Ler um bom livro seria uma ótima oportunidade para vencer o tédio, mas não conseguia me concentrar. E foi na tentativa de curar a angústia de dias enfadonhos que revivi minutos indescritíveis.</p>
<p>Já passava das 19 horas. A noite era uma penumbra. Depois de um sonho perturbador, resolvi chamá-lo no <em>messenger</em>. Falamos-nos por alguns minutos, ou talvez horas. Quando estou com ele o tempo voa. Resolvemos nos reencontrar. Uma oportunidade de reviver uma espécie de &#8216;nostalgia&#8217;. Sem melancolia ou ressentimentos.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>O dia amanhecera melhor do que a noite anterior, e o cair da tarde parecia agradável. Um lanche, um bate-papo. Momentos de alegria profunda. Uma paz imensurável e a certeza de um sentimento puro. De respeito. De carinho. Uma conversa de horas a fio nos fez recordar de momentos únicos.</p>
<p>Nosso primeiro beijo. Nosso romance infantil. Uma inocência não mais vivida por estas gerações. A juventude. As amizades. A lealdade. As confusões. &#8220;Quando jovens, nos metemos em cada uma&#8230;&#8221; As intrigas, as crises de ciúmes, o sentimento de perda.</p>
<p>Pontuamos cada alegria que vivemos. Por aquele momento, esqueci o que tem sido ruim. Os problemas fugiram de minha mente como um foguete que ruma à lua. Não tinha tempo para refleti-los. A única coisa que passava em minha cabeça era como tinha sido bom tê-lo, ainda que em uma época tão distante.</p>
<p>Depois de horas de conversa veio o pior: a despedida. Tivemos que nos deixar. Já era tarde e o frio apertava. Não dava mais para protelar. Era preciso partir. Um abraço forte selou um sentimento que não morrera e a promessa de um novo encontro reviveu uma história. Meu sentimento por ele sofre de catalepsia. Parece morto, mas, após horas, pode-se sentir o voltar a bater do coração.</p>
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		<item>
		<title>A vida para quem é grande&#8230;</title>
		<link>http://saltofino.wordpress.com/2009/04/03/a-vida-para-quem-e-grande/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 18:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Estressei. Se soubesse que a vida adulta era tão chata, não teria crescido. Tudo bem, é inevitável, mas poxa&#8230; A gente trabalha, trabalha, trabalha&#8230; e o dinheiro não dá. Então arrumamos mais trabalhos, e bicos, e free lance&#8230; e ainda sim o dinheiro não dá.
Viramos noite, abrimos mão do convívio familiar, com os amigos, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=84&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estressei. Se soubesse que a vida adulta era tão chata, não teria crescido. Tudo bem, é inevitável, mas poxa&#8230; A gente trabalha, trabalha, trabalha&#8230; e o dinheiro não dá. Então arrumamos mais trabalhos, e bicos, e free lance&#8230; e ainda sim o dinheiro não dá.</p>
<p>Viramos noite, abrimos mão do convívio familiar, com os amigos, com os prazeres da vida. Pra quê? Para se tornar adulto. Quando adolescente, sonhava com a minha carteira de habilitação, com meu carro, com meu emprego. Dizia que aos finais de semana, chamaria alguns amigos, entraria no carro e partiria sem rumo. Goiânia, Pirenopólis, Chapada&#8230; todas essas cidadezinhas que estão próximas à Brasília seriam meu alvo&#8230;</p>
<p>Ah se a vida fosse tão colorida assim. Hoje, aos finais de semana, quero dormir. Apenas! Descansar e me recuperar para mais uma desgastante semana. Quem me vê dizendo isso deve pensar: &#8211; “Que hipocrisia”. Vai lá&#8230; é obvio que ainda saio, bebo e me divirto, mas não com tanta intensidade como antigamente.</p>
<p>Hoje a vida tem outra cara, outras cores. O verde, que costumava ver a cada feriado de quinta ou terça (na faculdade sempre emendava), foi substituído pelo cinza do céu empoeirado. Em Brasília, há tempo não vejo um sol tão lindo como quando tinha meus 18. Não é que não faça sol nessa terra louca, eu é que não tenho mais tempo de apreciá-lo.</p>
<p> O tom amarelado da cevada gelada, que descia redondamente em minha goela nas sextas, ou demais dias, quando saia da aula para dançar um forrozinho, ou apenas sorrir com os colegas de classe, foi trocado tensamente pelo preto do café, ou, talvez, da coca-cola. O intuito é manter-me acordada. Confesso que, nem sempre eles (a coca-cola e o café), são eficazes.</p>
<p>As minhas noites de sono&#8230; ah minhas noites de sono!!! Como eram boas. Dormia a noite inteira, assim, como uma criança, sabe? Ao ver mamãe descabelar-se por conta de dividas dizia: -“ Se estressar não resolve. Quando puder, você paga”. Se na vida real fosse tão fácil assim. Hoje sei o que é perder uma, ou várias, noites de sono por conta de dívidas.</p>
<p>Meus amigos&#8230; ah os meus amigos. Como eram intensos os nossos encontros. Virávamos noites em bares da cidade lamentando os problemas que não tínhamos, chorando por amores que não nos pertenciam e sonhando com um futuro distante.</p>
<p>Não quero que isso pareça uma carta de lamúrias. Reconheço as mudanças e sei que foram inevitáveis. Cresci como pessoa, como profissional e realizei muitos desses sonhos que já citei. Sei que para conquistar N outros, terei de continuar a abdicar farras etílicas e encontros casuais. Mesmo sofrendo com a ausência da família, dos amigos e dos encontros, confesso que estou bem. Talvez desgastada pelo trabalho, mas feliz. Sei que muitos dos meus amigos encontro aqui, nesse espaço virtual. Espero que a visita deles (dos amigos) seja breve, pois estou morrendo de saudades.</p>
<p>Ainda que virtualmente, sinto necessidade de dizer-lhes o quão importante são em minha vida e como faz falta. Queria que o nosso dia tivesse 48 horas. Assim teríamos ao menos 30 minutos para nos abraçarmos e sorrirmos da vida. Se o dia tivesse 48, ainda que tivéssemos dois empregos, e bicos, e free lances, ainda sim, teríamos tempo uns para os outros.</p>
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		<title>O menor!</title>
		<link>http://saltofino.wordpress.com/2009/03/19/o-menor/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 17:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha cabeça está em nó. Vários, como pingos d’água que se confundem com o azul do oceano. Uma ponta sem nó, um nó sem ponta. Uma mente confusa. Atrofiada. Acabou. Acho que minha inspiração acabou. Pelo menos por enquanto. Acho que pararei por aqui. Com o menor e menos elaborado de todos os textos, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=82&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Minha cabeça está em nó. Vários, como pingos d’água que se confundem com o azul do oceano. Uma ponta sem nó, um nó sem ponta. Uma mente confusa. Atrofiada. Acabou. Acho que minha inspiração acabou. Pelo menos por enquanto. Acho que pararei por aqui. Com o menor e menos elaborado de todos os textos, mas quem sabe, o mais expressivo.</p>
<p>Curto. Curta. O tempo. A vida. Experiências servem como aprendizados. Aprendizados servem de experiência e, na verdade, não é nada disso. Apenas confusões. Turbulências. Inseguranças. Medos. Fraquezas. Ciúmes e besteiras. É isso mesmo, não há por onde correr. Corra apenas do que lhe faz mal. De resto?  Apenas aproveite.</p>
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		<title>Dona Zuzu</title>
		<link>http://saltofino.wordpress.com/2009/02/25/dona-zuzu/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Era sexta-feira. Havia menos de 48 horas que regressava do paraíso de minhas férias. Tinha vivido 30 dias de imensa satisfação. Ora, fui à praia, realizara um grande sonho e ficara com as pernas pro ar por 30 dias! Sim meu amigo, isso é ótimo. Ainda mais quando há tempo não se desfruta de dias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=78&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Era sexta-feira. Havia menos de 48 horas que regressava do paraíso de minhas férias. Tinha vivido 30 dias de imensa satisfação. Ora, fui à praia, realizara um grande sonho e ficara com as pernas pro ar por 30 dias! Sim meu amigo, isso é ótimo. Ainda mais quando há tempo não se desfruta de dias de relax.</p>
<p>A redação – prefiro assim denominar a sala onde trabalho que longe está de ser uma – estava tumultuada. Logo no regresso ao trabalho muitas coisas haviam acontecido e nós, trabalhávamos incessantemente para colocar tudo no lugar, ou melhor, “no ar”.</p>
<p>Mesmo com muito a fazer, meu <em>talk</em> (bate-papo do Gmail) estava on-line. Uma grande amiga, que há dias estava na Espanha a dissertar sua tese de doutorado, me chamou a atenção. Sutilmente ela disse: “Flor, recebi um recado de dona Zuzu. É lindo. Me emocionei. Entra no meu <a href="http://www.janarasousa.wordpress.com" target="_blank">blog </a>para você ver”. Logo me perguntei: &#8211; “Meu Deus, quem é dona Zuzu?”. Parei de escrever a matéria e urgentemente fui conhecê-la.</p>
<p>Uma surpresa. Uma emoção. Meus olhos ficaram imersos na água do anseio, da realidade. Não é exagero. A tal dona Zuzu é uma internauta do blog da Janara Sousa. A  proposta (do blog) é interagir com pessoas da terceira idade e deixá-las a par do projeto de doutorado. Janara é minha grande mestra, orientadora, amiga e alguém que fez e faz a diferença em minha vida acadêmica e jornalística.</p>
<p>“Dona Zuzu, muito prazer em conhecê-la. A senhora me fez refletir. Sobre a velhice, a vida, a juventude, o futuro”. Se pudesse encontrá-la seria esse o meu discurso inicial. Além de abraçá-la e beijá-la pelo lindo e realista <a href="http://janarasousa.wordpress.com/2009/02/13/o-cordel-da-zuzu/" target="_blank">cordel </a>que escreveu, agradeceria por me fazer enxergar.</p>
<p>Nós, jovens criaturas cheias de ânimo e vontade de desbravar o mundo, achamos que a velhice não nos pertencerá. É natural que pensemos assim, afinal, ficar velho está tão longe&#8230; Com ¼ de século, sinto-me jovem. A energia de curtir a vida me consome mais do que deveria. Mas será que estou mesmo tão longe de alcançar a temida velhice?</p>
<p>Além do corpo, a terceira idade está na mente, na alma, no coração. Ainda que tenhamos 80 anos, podemos sim ser jovens. Jovem como a dona Zuzu ou como centenas de pessoas que não aderiram à fragilidade do corpo daqueles que passaram dos 60. O que o tempo nos leva? O corpo durinho que amolece, a memória que se apaga. A força para sair. Mas nos traz a experiência, a sabedoria e a paciência.</p>
<p>Confesso que me faltam palavras. Não conseguiria descrever como me senti ao ler aquele texto. Estonteada voltei ao meu trabalho. Conclui minha matéria e me pus a pensar. É clichê, mas é isso mesmo o que dizem. Passa tudo tão rápido&#8230; quando vemos, já foi. Porque não deixar de lado a ignorância, estupidez, intolerância e tudo aquilo que nos afasta de pessoas tão especiais e maduras capazes de nos ensinar o que só o tempo, o bendito tempo, nos ensinaria?<br />
.</p>
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		<title>Eu juro que tentei&#8230;.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 17:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julianatoledo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Alienar-me. Não assistir tevê. Não ler desgraças nos jornais. Não saber da violência. Tentei não me preocupar com o lugar onde moro. Com a ausência de uma vaga para garagem. Com a estúpida violência descontrolada. Juro que tentei não perceber o quão covarde o ser humano é. De quantas coisas somos capazes de fazer por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saltofino.wordpress.com&blog=2195466&post=77&subd=saltofino&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Alienar-me. Não assistir tevê. Não ler desgraças nos jornais. Não saber da violência. Tentei não me preocupar com o lugar onde moro. Com a ausência de uma vaga para garagem. Com a estúpida violência descontrolada. Juro que tentei não perceber o quão covarde o ser humano é. De quantas coisas somos capazes de fazer por amor, ódio e vaidade.</p>
<p>Confesso que tentei. Não um, ou dois dias, mas muitos. Apegar ao que me agrada. Aos amores passageiros, às lembranças agradáveis. Aos sonhos possíveis. À campanha “Não a Realidade”, com o único intuito de viver melhor. Tentei acreditar que as coisas só aconteciam com os outros, mas esqueci-me de que o outro pode ser eu.</p>
<p>Ouvia música alta, cantava enquanto dirigia e distraia-me do que me aborrecia. Colorida. Como as cores de Almodóvar. Era assim a vida, aliás, deveria ser. Entorpecia-me. Vivia saborosas experiências diárias. Mas, acontece que, a merda da tevê, aquela que socializa e individualiza, não me liberta.</p>
<p>Tornei-me prisioneira desse mundo real e violento. Onde não amamos por medo de sofrer. Não chegamos tarde por medo de seqüestros. Virei escrava do cuidado, sem o qual me exponho aos atentados marginalizados. Olho atentamente para um lado, para o outro. Certifico-me que estou salva, pelo menos por enquanto.</p>
<p>Quer vida mais sem graça? A vida tem nos tirado a vida. É horrível pensar que pelo fato de ter um carro, uma condição econômica mais favorecida do que a de outrem, ou um pouco mais de prioridade ou capricho, isso lhe tirará ainda mais o sossego. Tenho medo. Inclusive de mim que me trancafiei dentro de casa e deixo escapar-me a liberdade. Essa que passei a vida inteira sonhando.</p>
<p>Eu juro que tentei achar luz no caos. Que tentei apaixonar-me até nos romances mais banais. Tentei ver importância no amor, na companhia de alguém, de dormir e acordar junto. Por várias vezes tentei dizer nas entrelinhas de um texto, ou dois, que aquele ponto simbolizava um novo começo, e não um fim. Que aquilo ainda não era amor, mas poderia ser.</p>
<p>Entretanto, como fazer isso se até os romances são rodeados de realidade? Tento, diariamente, fazer da minha vida um sonho do qual não gostaria de acordar. Porém, estou presa. A uma angústia. Ao medo. O mesmo que me trancafiou em casa por receio, me trava o coração por medo de amar!</p>
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