Meta para 2018: EMAGRECER!

 

Há um tempo venho me flagrando num estereótipo ingrato. Vejo-me imersa numa obsessão pela magreza que, até quando me lembro, não fazia parte de mim. E o principal motivo deles é simples: eu não precisava. Não mesmo! Sempre fui aquele biotipo esquálido, raquítico, cadavérico. Muito osso, pouca carne.

Mas, de uma década para cá, eu entrei para as estatísticas. Passei a pertencer ao grupo que, incansavelmente, luta contra a balança. Sei lá. Nem sei explicar de onde veio tanta obstinação por isso, mas eu estou assim. Louca. Desvairada. Insana. Quero emagrecer, mas não consigo.

Não consigo, pois como. Como amor, quando me reúno com amigos para confraternizar. Como carinho, quando chego do trabalho e me deparo com uma janta maravilhosa feita por mamãe. Como consolo, quando saio para confortar algum amigo em apuros.

Há tempos eu tento identificar quando e por que comecei a buscar isso. Nunca fui um padrão de beleza. Nunca fui referência. Por que agora seria? Por que agora gostaria de ser olhada nas ruas sem ter um indicador apontado para mim? Não sei. Simplesmente não sei. Minha terapeuta também não. Nem minha mãe. Nem ninguém. Ninguém mesmo.

Parece um caminho sem volta. Uma autotortura mais do que degradante. Uma prisão perpétua. Eu me acostumei: a comer pouco, não comer arroz, esquecer o pão branco, abandonar o álcool, malhar todos os dias, ingerir vegetais e frutas, tomar café sem açúcar, comer chocolate 70%, cozinhar em casa e levar marmita, comer besteira uma vez por semana, no máximo.

Acostumei-me a tudo isso. Sei lá porquê. E isso foi fácil. Difícil foi ouvir o relato de uma menina de oito anos que tem como meta para 2018 emagrecer. Em sua lista, estaria esse objetivo no topo, como meta principal. Isso eu não consigo me acostumar. Estamos adoecidos e adoecendo. Adoecendo nossas crianças com metas que não dizem respeito a elas. Eu, aos oito anos, fazia cafuné na minha avó para ganhar dinheiro e comprar doces. Sim, doces! Ninguém falava sobre peso, balança, colesterol, diabetes. Falávamos em brincar, apenas. Esses assuntos? Ah, isso era tema para os adultos.

Não consigo entender, mais uma vez, o motivo pelo qual esse assunto deixou de ser meta de gente grande e passou a corromper a doce inocência de nossas crianças. Se, na sua casa, alguém precisa pensar em emagrecer, esse alguém é você! Criança não trabalha, não compra comida, não paga atividade física. Criança não pode ser consumida por esse sistema doentio. Se sua criança precisa emagrecer, pode ser que quem precise avaliar as metas de 2018 seja você.

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Nome de solteira: alterar ou não? Uma dúvida secular!

 

Sabe aquela pessoa liberta e independente? Que nunca pensou em se casar, ter filhos ou viver aquela experiência clichê de formar uma família? Pois bem, esse alguém sou eu. Jornalista de formação, sempre vivi de forma muito espontânea. Nunca me prendi a regras, regulamentos ou estereótipos. Sempre considerei que cada um deveria viver a “configuração” que julgasse melhor. Ter filhos ou não, é uma decisão personalíssima de cada ser.

Pois bem. Todo esse discurso veio abaixo em 2016, quando conheci meu atual noivo. Ele é uma pessoa tão incrível e tão fora dos padrões de homem com os quais eu já havia me relacionado, que fui fisgada. Não pela cama, pelo estômago, mas pelo coração. Quando me vi, lá estava eu, a decidida que nunca iria se casar, fazendo juras de amor eterno e morrendo com a distância que nos separava (ele é de uma cidade a mil quilômetros de distância da minha).

Em 2017, decidimos que iriamos, de fato, nos casar, construir família, e viver nosso romance de Hollywood. Sim, isso existe. Numa configuração diferente das telinhas, mas existe. Pois bem, começamos então a pensar em todas as coisas que gostaríamos em nossa vida a dois: festa, quantos convidados, doces, música, nome. Ops… Nome? É! Nome.

“Amor, você vai alterar seu nome depois que nos casarmos?”. A pergunta veio doce e sútil, seguida por uma explicação plausível: “eu não faço questão disso, viu? Só perguntei por perguntar”. E, conhecendo meu noivo como conheço, sei que, de fato, ele não se importa mesmo com isso.

Isso, há quase um ano, vem pipocando em minha cabeça. Hoje, em termos técnicos, sabemos que não há mais a obrigatoriedade de se alterar o nome de solteira, o que considero valioso. Sabemos que dá um trabalho danado trocar documentos, sem contar no tanto que se gasta com isso. Pois bem, mas seria esse o único motivo pelo qual as pessoas não alteram mais os nomes de solteiros?

Parece bobeira isso, mas comecei a questionar pessoas que já haviam se casado. Alguns julgaram bobeira trocar o nome, já que isso não afeta em nada. Outras afirmaram, categoricamente, que é bom para os filhos que os pais tenham o mesmo nome (Oi?). Na verdade, ainda não consegui chegar à conclusão se os reais motivos pelos quais deveria ou não trocar meu nome são fundamentados e, confesso que, há pouco mais de cem dias da nossa celebração, ainda me pergunto se devo ou não alterar meu nome de solteira.

Fui procurar no Google o motivo pelo qual isso começou. A parte cultural mesmo, sabe? Lá atrás, o que motivou essa mania de alterar nome. Confesso que fiquei chocada. Há textos aberrações, em que alguns deixam claro o pensamento misógino e medíocre de que a mulher é posse do homem. Em outros, há quem defenda, na tentativa de explicar que cada pessoa é um ser e precisa de uma identidade, que, ao “herdar” o nome do marido, a mulher perderia a sua individualidade.

Na verdade, eu nem cheguei a pensamentos tão complexos sobre isso, mas, agora, depois de ter buscado informações (não sei para quê fui inventar), fico analisando se, culturalmente, colocar o nome do marido, é ou não uma atitude sexista. Ainda não decidi se vou trocar ou não o meu, mas fica o questionamento.

Procura-se um sapo!

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Há tempos um assunto lateja em minha mente. Fico me questionando como deve ser a vida de quem sonha com um príncipe. Conheço pessoas que, do dia que nascem até o dia que “morrem”, só pensam em como serão as suas vidas de casadas. Idealizam um mundo mágico e perfeito, e topam “qualquer coisa” só para cumprir essa vontade social.

Sabe, na minha família, lugar de mulheres fortes, não houve espaço para conto de fadas. Desde pequenas fomos educadas para levantar, sacudir a poeira, e trabalhar duro para conseguir as coisas. Essa ideia de que um homem chegaria e traria tudo de mãos beijadas, nunca foi uma verdade. “Mulher que quer vida boa, levanta cedo e conquista a sua”. Essa é a máxima.

O ideal de um homem especial, diferente, intocável, perfeito, amável, príncipe, nunca existiu para nós. No nosso mundo real, as pessoas são cheias de defeitos. Casamento é algo bastante difícil, mas necessário para o crescimento espiritual. Construir uma família faz parte do processo, mas não é uma meta.

Para mim, especificamente, o casamento sempre foi uma incógnita. Não consigo me imaginar casada com qualquer pessoa só para dizer: casei! Penso que preciso de alguém que queira viver comigo três requisitos básicos: ter a família como prioridade; princípios e valores compatíveis com os meus, e defeitos toleráveis.

O motivo parece bastante óbvio. Não é possível ter filhos com alguém que não encare a família como prioridade. Não dá para educar a cria, se o cidadão pensa de forma completamente distinta da sua, além do que, é inviável uma relação em que os defeitos sejam tão insuportáveis, que você não consiga vislumbrar as qualidades.

Eu nunca fui princesa. Nunca me vesti de Cinderela, Branca de Neve, ou qualquer coisa do tipo. As minhas princesas sempre foram mulheres fortes, que nunca foram salvas por príncipes em cavalos brancos, mas que conquistaram a vida com muito suor e trabalho. Da Disney eu não entendo praticamente nada, e acho que o conto de fadas que mais gosto é do Shrek.

Bom, diante dos fatos, só posso dizer uma coisa: aos trinta e poucos anos, continuo não querendo príncipes. Não gosto de gente “perfeita”. Gosto de gente. Gente que sofre, que reclama, que briga por gostar do outro. Não gosto de quem se cala diante da vida e aceita tudo em completa harmonia.

Por isso quero um sapo, com seus defeitos e qualidades. Um ser humano capaz de me fazer companhia em momentos difíceis e que me encare como pessoa normal, e não uma princesa inatingível. Alguém que aceite meus defeitos e entenda que, em um relacionamento, nem tudo são flores, assim como nem tudo são espinhos.

Sigo a acreditar que a vida pode ser vivida com todas as delícias e dores que cada um traz no coração. Acho que cada um carrega a sua história, e isso é valioso para uma vida a dois. Hoje, com um pouco de experiência e após alguns tapas do destino, chego à conclusão que, talvez, tenha chegada a hora de eu seguir em busca do meu sapo.

“Desejo não é amor”

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“Desejo não é amor”. Eu ouvi essa frase um dia antes da minha viagem. Estranho entender isso, mas veio a calhar. A frase foi dita em uma palestra sobre Constelações Familiares, proferida por Bert e Sophie Hellinger, aqui na Capital. Bom, para não misturar as coisas, basta dizer que o conteúdo da palestra caiu como uma luva. Prestes a embarcar rumo a Ouro Preto-MG, e com o assunto da conferência tocando a minha ferida, não conseguia pensar em outra coisa. As palavras escapuliam do meu cérebro, como a areia de um deserto em um dia de ventania. Tudo era pertinente. E doloroso. Aquele discurso latejava, e minha mente não conseguia responder.

Eu havia decidido viajar sozinha por vários motivos, mas, o principal deles, é que eu precisava de um retiro pessoal. As ideias e sentimentos me consumiam tanto que a única coisa que eu queria era colocar as ideias em dia e entender as coisas.

O tempo de permanência naquela cidade pareceu tão pouco diante de tudo que eu tinha para desbravar, que tentei aproveitar cada minuto, sem me esquecer do meu propósito: colocar a cabeça em dia.

Quando consegui chegar ao Hostel em que eu tinha feito minha reserva, conheci logo de imediato um jornalista despachado, que insistia em discutir política naquele momento impróprio. Meu estômago revirava e uma ânsia (por vida e liberdade) causava um certo desconforto peculiar. Para não parecer desagradável, participei superficialmente daquele embrolho político, forrei o estômago, e parti rumo ao desconhecido.

Com um bom e velho par de tênis, subi e desci ladeiras de forma incontável. O corpo dava sinais de cansaço, mas meus sentimentos se reviravam dentro de mim, enérgicos. Um suor frio consumia o meu corpo, meu coração palpitava descompassadamente, e eu ali, sem ter como intervir nesse processo fisiológico.

A tal frase pulsava em minha mente a cada ladeira que eu subia e descia na cidade mineira. O princípio de Sophie Hellinger tinha sido dito para mim, ainda que ela não soubesse disso. Vivi por dois anos um relacionamento que me mostrou, na prática, a máxima de Sophie: desejo não é amor. E encarar isso de frente era como enfrentar um segredo obscuro. O assunto era velado e o medo de aceitar essa verdade acovardava.

Eu confesso que há tempos me sinto presa. É como se meu coração ainda não estivesse em paz com o mundo. Não só por uma questão amorosa, mas por problemáticas que vão além do imaginável.

Quis chorar por muitas vezes, mas não consegui. Não me achava forte o suficiente para isso. Pensava, pensava, pensava e, em um looping eterno, não chegava a lugar algum, além do mesmo começo. A viagem? Não poderia ser mais perfeita. Os dilemas? Esses estão no meu estômago, numa tentativa ruminante de serem digeridos

“Femi”, o quê?

Era um sábado de manhã. Meu corpo estava cansado, mas precisava me levantar. A origem era uma aula de Direito Penal em um preparatório para concursos aqui da Capital, que tinha como foco o concurso da Polícia. A sala, como esperado, estava abarrotada de homens. Eu e mais algumas poucas mulheres dávamos um ar diferente àquele ambiente. Éramos passarinhos fora do ninho.

Em meio ao discurso do professor, em um tom bastante debochado, ele arrancou gargalhadas da plateia masculina ao comentar que tramitava no Congresso Nacional um Projeto de Lei que criava o feminicídio. Diante das risadas descontroladas ele explicou: as mulheres não entendem que o homicídio não é um crime que atinge apenas os homes? Mais uma vez, a máscula plateia esbanjou risos altos e agressivos.

Eu, e meia dúzia de meninas, nos olhávamos atônitas. O PL, de fato, era uma novidade. Mas a maior novidade, para mim, era um conceituado “mestre” do ensinamento jurídico incentivar, ali, a formação do discurso de centenas de machistas desavisados.

À época, eu realmente não entendia muito bem o projeto, e, acuada pela testosterona em chamas daquela quantidade de machos, fiquei paralisada, atônita e reprimida. Não, eu não tive peito para comprar a briga e enfrentar aqueles marombados sedentos e machistas.

O tempo passou. O projeto virou Lei, e hoje, talvez, aquele mestre consiga entender aonde se queria chegar com aquilo. No universo masculino, o assédio é coisa de feminista. O vagão para mulheres é frescura. A Lei que protege a mulher de grandes covardes não passa de balela de sexo frágil.

Para nós, mulheres, tudo isso ainda é pouco. Há a proteção legal, mas não há a proteção diária. A sociedade nos pune pelo que vestimos, pelo que queremos, pela forma que nos comportamos. Acham babaquice buscarmos direitos iguais e ainda julgam o estupro como culpa da mulher gostosa que sai à rua de shortinho.

Nessa semana, duas meninas, jovens, cheias de vida e história, foram vítimas da hipocrisia masculina. Elas mostraram com a própria vida a importância da Lei que pune o crime contra as mulheres. Uma, de classe média. A outra, de classe baixa. O crime contra a mulher não escolhe classe. Não pense você que apenas o homem pobre, nordestino, machista agride a sua mulher. São muitos os casos de agressão à mulheres instruídas, bem sucedidas. Os casos não acometem apenas a esfera física, mas também a moral e psíquica.

A mulher é vítima diariamente da brutalidade daquele que acha ter o direito de posse sobre a parceira. Acuada, amedrontada, piedosa, essa mulher poupa o agressor covarde de ser punido. Talvez por medo ou vergonha. Em contrapartida, milhares de mulheres são mortas como pagamento por não poderem dizer não.

Este não é um texto sobre sexo, amor ou relacionamento. Apesar de estar intimamente correlacionado, não posso concluir que quando o homem bate, maltrata, humilha, mata a sua parceira, existe amor, sexo ou relacionamento. Para mim, nesses casos, só existe um deplorável ato de covardia.

PASSEIO DE CAIAQUE

Você já andou de caiaque? Já andou de caiaque em dupla? Assim, naqueles que você divide o mesmo barco? Acho que essa é a melhor analogia que posso fazer de um relacionamento. Sabe, certa vez fui brincar de caiaque com alguns amigos, numa tarde de muito sol, em um lago aqui da Capital. O dia estava deliciosamente cálido, e a água morna era um convite à parte. Eu, como uma iniciante, tive certa dificuldade para entender alguns comandos. Remar para um lado, quando se quer ir para o outro, equilibrar o corpo para melhorar o desempenho, fazer a curva, voltar… Bom, mas fazer tudo isso sozinha, por mais difícil que pareça, ainda é mais fácil.

Agora, una toda essa dificuldade de iniciante e coloque alguém para remar com você, no mesmo barquinho, e verás a sua vida tomar uma proporção descompensada. É que tudo na vida, quando se faz em “equipe”, acaba sendo um pouco mais complexo. Enquanto você rema para a direita, o outro rema para a esquerda. Enquanto você quer ir, o outro quer voltar. E assim, no meio dessa inconsistência toda, a desarmonia prevalece. É meio estressante essa experiência e acredite: não há romantismo em um passeio duplo de caiaque.

Bom, você deve estar se perguntando aonde eu quero chegar. Eu te explico: a vida amorosa é recheada de incoerências. Viver a dois é como remar em um caiaque duplo. Precisa ter sintonia, unidade nos comandos, agir em equipe. Se não, fica bastante complicado alcançar a linha de chegada. Em um relacionamento, a linha de chegada pode significar diversas coisas, inclusive nada. Pode ser o fim, ou o começo, dependendo da disposição.

O que quero esclarecer é que não se rema sozinho. Não em um caiaque duplo. É preciso afinidade, parceria, reciprocidade. Sem isso, a fadiga da remada solo rouba a diversão do passeio. Se você olhar para a sua relação e tiver a leve sensação de que está remando sozinha, aceite: é hora de recalcular a rota e repensar a “equipe”.

É inviável buscar a diversão em um passeio a dois, quando o outro só consegue discorrer sobre  Continue lendo

AMOR CASTO

Era uma época boa de setembro. A juventude me tomara pelos braços e eu sentia aquele gosto de fruta doce da estação. Um sentimento pueril me envolvia como uma manta de algodão egípcio. O meu coração acelerava. Acelerava muito mais do que eu gostaria. Era algo incontrolável e proibido.

É difícil pensar em viver a adolescência sem desfrutar do amor mais puro e pecador. Sem metáforas. Pecador no sentido real mesmo, aquele de desejar o proibido, o impensado, o improvável. Não tenho dificuldades em me lembrar de quantas pessoas viveram as proibições cálidas da puberdade. Comigo não seria diferente.

Mas, talvez, a minha fosse a mais perigosa. O amor não pode ser algo unilateral. Precisa da reciprocidade, da troca. Isso, certamente, eu nunca teria. Não com ele. Aquele homem esguio, de rosto quadrado, cabelos lisos e cheiro perturbador. Sua alegria contagiante, sua inteligência agradável e uma forma tão otimista de ver o mundo me fascinavam. Eu queria mais. Queria tudo aquilo para mim de forma tão possessiva que me envergonhava. Sonhava com o toque dos seus lábios. Aquilo me consumia.

Ele, com um pouco mais de experiência do que eu, tinha no seu casto coração um voto. Um voto de amor único e inconfundível dedicado ao sobrenatural. Eu, em minha infinita pequenez, não o quis tirar de sua castidade plácida, mas me mantinha absorta admirando com um carinho idólatra aquela figura “divina”, apesar de isso parecer pagão.

Aquele sentimento juvenil ficará sempre guardado. Talvez em um lugar tão casto quanto aquele voto. Talvez em um universo não desvendado, ou talvez em uma caixa de lembranças. Mas, o mais importante, é que alguns sentimentos nunca morrem.